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Marinha do Brasil lança aplicativo que faz monitoramento de embarcações para maior segurança no mar

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A Marinha do Brasil lançou, por meio da Diretoria de Portos e Costas, em parceria com o Ministério do Turismo, o aplicativo “NAVSEG”. O app é gratuito e tem como objetivo trazer mais praticidade e segurança a condutores e passageiros de embarcações, especialmente de esporte e recreio, em todo o país.

 

O NAVSEG também pode ser utilizado por condutores de todas as embarcações de pequeno e médio porte, assim como de todos os barcos de pesca, turismo náutico e transporte comercial e passageiros ou de carga. O app está disponível gratuitamente nas plataformas Android e IOS.

 

Funcionamento do NAVSEG

Para atuar na manutenção de segurança nas atividades marítimas do Brasil, o app funciona através da transmissão voluntária de dados específicos da embarcação para a Marinha brasileira, por meio de sinal de rede de telefonia móvel.

 

Ao compartilhar a sua localização, o comandante permite que a Capitania dos Portos fique responsável por monitorar a área em que estiver navegando, além da posição da embarcação, de maneira automática.

 

Com isso, o NAVSEG otimiza a segurança do condutor e passageiros de uma embarcação, já que a Marinha terá os dados dos viajantes e poderá realizar o monitoramento da área náutica explorada durante todo o período de navegação. Assim, equipes poderão agir de maneira mais ágil em caso de necessidade de socorro ou salvamento, já que poderá identificar os tripulantes que estiverem em situação de perigo para envio de ajuda.

 

Recursos do NAVSEG

A promessa da Marinha é que, no NAVSEG, o comandante terá a conveniência de lançar os dados de sua viagem diretamente no aplicativo, como número de inscrição da embarcação, nome e dados de cadastro dos tripulantes e passageiros. Isso torna o processo mais prático, nem necessidade de deslocamento físico para a sede do Iate Clube, Marina ou Capitania para entrega do formulário.

 

Além disso, o app também servirá como substituto do “Aviso de Saída”, documento previsto nas Normas da Autoridade Marítima. Com a realização do monitoramento, a Marinha enviará, ainda, um e-mail automático para a Marina ou Iate Clube cadastrados na conta do usuário, informando o momento de partida e chegada da embarcação ao seu destino.

 

Ao final da viagem, o usuário informa sua chegada pelo próprio app e a Capitania dos Portos recebe a informação de que a embarcação atracou em segurança.

 

Confira, abaixo, o passo a passo para realização do cadastro no NAVSEG.

Fonte: Marinha do Brasil

 

 

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Novas marinas fazem as vendas de barcos crescerem no Nordeste

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A Recife Marina e Bahia Marina, atarem navegadores para o Nordeste.

 

 

Recife Marina vai suprir demanda por vagas para grandes embarcações

A crescente oferta de infraestrutura náutica no Nordeste tem contribuído para o aumento nas vendas de embarcações para a região. O setor como um todo movimentou R$ 2,5 bilhões em 2022, alta de 25% sobre o ano anterior, segundo a Acobar (Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e Implementos). Mais 15 mil vagas foram abertas, atingindo 100 mil postos de trabalho no país.

 

Na região, a Bahia lidera o mercado. O estaleiro Armatti Yachts, de Santa Catarina, especializado na construção de embarcações premium entre 30 e 52 pés, informa alta de 30% na aquisição de seus barcos por clientes no litoral baiano no primeiro semestre deste ano em relação ao anterior, especialmente para modelos acima de 40 pés, que custam mais de R$ 4,5 milhões.

 

Fernando Assinato, CEO do Armatti Yachts, disse, porém, que embora a Bahia lidere em vendas, Pernambuco oferece enorme potencial com o início das operações do complexo do Novotel Recife Marina, em 2024, que reúne hotel, marina e centro de convenções.

 

O complexo é de responsabilidade da Incorporadora Porto Novo Recife, um consórcio entre as empresas pernambucanas Maxxima Empreendimentos, GL Empreendimentos, Excelsior Seguros e Hima Participações.

 

Navegador europeu

 

A Recife Marina tende a ser uma âncora para atrair o navegador europeu. Recentemente, o consórcio firmou convênio com a Marina de Cascais, em Portugal, para implantar um sistema de operação semelhante ao desta, considerada uma das melhores da Europa.

 

“A marina portuguesa indicará seus clientes para nós. São pessoas que mandam barcos para o Caribe. Esses barcos passam ao largo de nossa costa e poderão contar com nossa estrutura, que terá custo mais barato que o caribenho. Assim, a tendência é que esses barcos que hoje estão lá, passem a ficar guardados aqui”, explica Romero Maranhão Filho, que representa a Maxxima no consórcio. Segundo ele, ao largo da costa pernambucana cerca de 1500 barcos transitam todos os anos.

 

A Recife Marina tem classe internacional e capacidade média de atracação de até 200 barcos. A sua localização, na área mais central da costa pernambucana, contou com consultoria do navegador e escritor Amir Klink.

 

Marina com inovações

 

O novo espaço para embarcações conta com tecnologia da empresa espanhola M3 Marinas, sediada em Barcelona. Os píeres flutuantes acompanham o nível das marés, facilitando acesso às embarcações.

 

A marina recifense traz inovações. Uma delas são as passarelas transversais, que permitirão acesso aos barcos pela lateral ou pela popa, facilitando o seu abastecimento. Para cada embarcação será disponibilizado totem com água e energia.

 

A outra novidade são as plataformas (ou docas) flutuantes, de material plástico rotomoldado. Essas estruturas importadas permitem retirar da água jet skis e lanchas pequenas para que possam receber limpeza e serem guardados em locais secos. Há um consenso de que a chegada da Recife Marina vai suprir a carência por vagas no mercado pernambucano, principalmente as secas.

 

Recife Marina tende a atrair tanto europeu quanto o morador do Sul e Sudeste do Brasil/Foto: Diogo Duarte

 

“O Nordeste está descobrindo a náutica de luxo. Mas a região carece de investimentos para barcos maiores, acima de 46 pés. No entanto vemos que começam a surgir estruturas de marinas, como a Bahia Marina, a exemplo dessa do Novotel, que recebe barcos grandes, que não podem ser guardados em áreas secas e precisam ficar ancorados”, disse Fernando Assinato, CEO do Armatti Yachts.

 

Segundo Assinato, um outro público tende a frequentar esses novos espaços náuticos: o morador do Sul e Sudeste. “Tenho um cliente que vive em Campinas (SP) e deixa sua lancha na Bahia Marina, porque para ele é mais rápido chegar de avião a Bahia do que de carro ao litoral paulista. Mas para isso se tornar tendência, é preciso investimentos em infraestrutura”, ressalta o CEO.

 

 

Fonte: Portal Movimento Econômico
Texto: Patricia Raposo
Foto: Diogo Duarte