|
Segundo o membro da Comissão Científica, da Global Garbage, Gustavo Freire de Carvalho, a Baia de Todos os Santos apresenta o segundo maior número de itens em lixo marinho submerso. “Os objetos mais comuns, encontrados na região marinha são metal, resíduos da pesca, madeira de origem humana e o maior vilão: o plástico. Há casos de lixos curiosos como geladeiras, capôs de carro, calcinhas e botijões de gás”, informa Carvalho.
Vida em risco
Dentre todos os problemas gerados pelo acúmulo de lixo marinho, como a contaminação das águas e o impacto negativo no turismo, um dos mais agravantes se refere à saúde das espécies marinhas. Estudos da Global Garbage dão conta de que os resíduos encontrados mostram que estão intimamente associados ao descarte intencional, aos resíduos da pesca e às perdas acidentais. “Isso evidencia um completo descuido por parte da população que freqüenta, trabalha e habita estas localidades”, alerta Gustavo Freire.
Para a bióloga e mestranda em Ciências do Mar, Laise Gomes, mamíferos, aves, tartarugas e peixes, por exemplo, são constantemente afetados com o problema da poluição marinha. “Muitos deles ingerem os resíduos sólidos ao confundir-se com o seu alimento, ou sofrem algum tipo de trauma físico que os impede de se alimentar ou locomover, levando a sua morte”, enfatiza.
Diminuição dos riscos
Para ajudar a conter este problema e conscientizar a população, a Bahia Marina lançou este ano uma campanha publicitária, veiculada nas principais avenidas de Salvador. O conceito, “não deixe o fundo do mar virar lixeira” foi exposto em outdoors, impactados com o uso de apliques de lixo, como pneus velhos e sacos plásticos. A ação teve como principal objetivo, alertar contra o despejo de lixo na Baía de Todos os Santos e ao mesmo tempo conscientizar os soteropolitanos sobre a necessidade de preservar as riquezas naturais. A ação prosseguiu com a retirada do lixo por um caminhão da Limpurb.
De acordo com a gerente comercial da Bahia Marina, Silvia Ferreira, a organização criou o Programa Permanente de Educação Ambiental com a expectativa de promover a conscientização dos trabalhadores da área de influência da Bahia Marina, que é de aproximadamente 1.200 pessoas. “Queremos apresentar e discutir conceitos básicos de ecologia e equilíbrio ambiental e convocar o público a participar das ações necessárias para a promoção e manutenção de uma boa qualidade ambiental na área da Bahia Marina”, explica.
Milena Brasil - ABC Midia Comunicação.
|